Linguagem das almas


Como ondas sonoras percorrendo o espaço
Penso, sinto
Nas tais coisas da vida
Em meio ao vácuo das almas
Por entre elas, passeio e rimo

Não consigo compreender porém,
Como podem tais seres
Chamados humanos
De tudo querer a posse
Contudo, de nada se lhes abster

Esse submundo de sombras
Por vezes me fascina
Me surpreende
E ensina

Que os sentimentos alheios
São grandissimas coisas
Não pertencentes a minha alçada
Que com exímia insistência
Teimo e infrinjo
Seus códigos, suas leis
Assim tomadas por mais sagradas

Pago o barqueiro que navega
Por entre rios de lamúrias
E me aventuro nas desventuras de outrém
Sigo minha odisséia
Nos relatos mais singelos
Que poderia um poeta inexperiente

Declaro por fim
A quem por um acaso possa interessar
Que continuarei a quebrar as regras
E me ocuparei de mistérios revelar

Pois da linguagem das almas
Muitos se fazem sabidos
Dão seus ouvidos, e até a sabem recitar
Não obstante, traduzi-la não o sabeis
Pois para isso
É preciso achar graça aos seus olhos
E as fazer em seu idioma falar

Quem sabe poderás, enfim
Andar e navegar por entre elas
E obter o passaporte tão almejado
Pra explorar seu mundo
Suas sombras,
Nos seu mais profundo

Author: O.S.Q. Júnior.

Trato com as letras

Sabe quando você não tem idéia do que postar no seu blog?
Sabe quando você quer externar algo que ao menos você conhece?
Sabe quando seu dia foi dificil e cansativo, mas você está tarde da noite na web?

Realmente sabes o que é brincar com as palavras e cativar sua amizade?
Sinceramente, duvido disso até que se me prove o contrário!
As letras juntam-se e me ajudam, com elas construi uma belo trato:
Eu as confiro sentido e vida
E elas me conferem sentido.
As reúno em grande festa e em meio a prantos
E suas celebrações trazem-me paz
Assim como minha alma
Nas linhas poéticas
Muito se compraz.

E em sutis anedotas
Com suas cores e formas
Minhas páginas escrevo
Reflexos de um espelho
Que de mistérios se lhe adorna

Letras queridas
Que jamais nossa amizade seja interrompida
Que mantenhas o acordo, eterno tratado
De encher-me com tua arte
E eu torná-la minha obra prima
.

By:O.S.Q.Júnior*

O medo e a primavera (to Mari sousa)


A espera por tempos foi
A mais fiel das companheiras
e em seus braços me lançava
Meio as angústias e o medo

Medo sim, que
afligia a alma
E o espirito não deixava repousar
Por fim, tranquei as portas
Fechei as janelas
E em mim mesmo passei a habitar

Não sei como explicar porém
Como os cadeados se romperam
E como se existisse um complô
minha solidão teve sua paz perturbada

Até quando
isso durará?
Perguntei a mim mesmo
Até deparar-me com o momento em que
Gritava aos meus secretos sentimentos
Enquanto me abandonavam
Que me sentiria inseguro sem eles

Mas
não teve jeito
Enfim, tudo havia mudado
Passei então a me acostumar a luz do sol
E ao calor da nova estação

Foi quando me dei conta
Que o medo de tentar
Estaria por afugentar as coisas pelas quais
Sempre esperei

Foi quando percebi também
Que por tempos
Apropriei-me da covardia
Desacreditei da felicidade
E o frio do inverno por sua vez
Havia congelado em mim as flores

Hoje, com mais força que antes
Enxergo além da névoa
E vejo finalmente a vida
As cores, os amores

Fito meus olhos e os ouvidos
Ouço os sussurros
De você advindos
Que me convidam a nova estação.

By: O.
S.Q. júnior*

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