Certo dia um grande jardineiro
Encantou-se ao passear por entre as orquídeas
E admirar tudo que lhe pertencia
Mas faltava algo em tudo aquilo
Uma semente que jamais brotara
Que o jardineiro há tempos entesourara
Para o momento propício
Decerto, como dono da preciosa semente
Seria ele próprio a cuidá-la
Contudo elegeu floristas e cuidadores
Dentre os de maior renome
Para a pequena semente cultivar
E por conseguinte fazê-la desabrochar
Entenda-se que o grande jardineiro
Jamais deixaria nada prejudicar o desenvolvimento
Daquela espécie tão bela
Ao passo que a semente ganhava forma
E a mais exímia beleza
Que de todos se tornara notável,
Mais cresciam os cuidados e o amor
Dos floristas e do jardineiro por aquela flor
Enfim no auge da exuberância e do perfume
A flor havia chegado
Os floristas mais do que nunca cuidavam-na
Para que tão cedo não se fosse
Entretanto, o grande jardineiro ao visitá-la
Em muito se alegrou e de gozo encheu-lhe a alma
Finalmente havia chegado a hora
Ele agradeceu aos floristas, que
Dispuseram seu tempo e vida para cultivá-la
E torná-la a mais bela
E explicou-lhes que chegara o momento
De trocá-la do vaso à terra, e levá-la consigo
Todos espantados e aos prantos, sabiam de antemão
Que a qualquer momento isso aconteceria
Haja visto que eram meros cuidadores
E o dono da planta, de fato
Era o grande jardineiro
Então para maior decepção não causar,
Sutilmente o grande mestre cuidar em
Transportar a linda flor para o campo,
Ao lado de sua casa
Sob a luz do alvorecer, a fincou no mais fértil solo
Solo tal onde as plantas e flores plantado
Jamais esmorecem ou morrem.
Ali eternamente a espécie rara viverá
Com a luz e alimentos necessários
Aos floristas como consolo, concedeu-lhes mais sementes
Para que cuidem e alegrem-se nisso
Sabendo que terão para sempre
Em suas almas
O perfume de uma das mais belas flores já vista.
TINA